Desde 2003, a Flip oferece todos os anos em Paraty uma experiência única, permeada pela literatura. Sempre em conexão com a cidade que a recebe, a festa é mais do que um evento, é uma manifestação cultural. Numa interlocução permanente entre as artes, propaga vivências focadas sobretudo na diversidade.
Às margens do rio Perequê-Açu, numa arquitetura especialmente desenhada para cada ano da festa, autores se reúnem em conversas que transitam por múltiplos temas, como teatro, cinema e ciência. Além disso, a Flip oferece uma programação que mantém seus princípios fundadores: originalidade, intimismo, informalidade, o encontro singular entre escritores e público e, acima de tudo, ações de permanência. Flipinha, FlipZona e FlipMais compõem o programa da festa, com atividades que combinam literatura infantojuvenil, performance, debates, artes cênicas e visuais.
Cada edição presta homenagem a um autor brasileiro – uma maneira de preservar, perpetuar, difundir e valorizar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. Pensados pelo curador da festa, os eixos temáticos são apresentados a partir de um vigoroso time de escritores e escritoras. Salman Rushdie, Don DeLillo, Ariano Suassuna, Isabel Allende, Neil Gailman, Angélica Freitas, Toni Morrison e Chico Buarque são alguns dos nomes que já circularam por Paraty. Como de costume, trazer à tona autores da nova geração também é parte fundamental da programação da Flip.
O livro “Júbilo, memória, noviciado e paixão” (Companhia das Letras), de Hilda Hilst (1930-2004), foi o mais vendido na livraria oficial ao longo dos cinco dias da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que se encerrou neste domingo (29).
Lançado em junho deste ano, o volume de poesia é assinado pela homenageada da Flip 2018, que deve sua obra discutida em várias mesas durante todo o evento.
Veja, abaixo, os dez livros mais vendidos na Flip 2018:
- “Júbilo, memória, noviciado e paixão” (Companhia das Letras), de Hilda Hilst
- “O que é lugar de fala?” (Letramento), de Djamila Ribeiro
- “Quem tem medo do feminismo negro?” (Companhia das Letras), de Djamila Ribeiro
- “Canção de ninar” (Tusquets), de Leïla Slimani
- “O sol na cabeça” (Companhia das Letras), de Geovani Martins
- “De amor tenho vivido – 50 poemas” (Companhia das Letras), de Hilda Hilst
- “Poesia que transforma” (Sextante), de Bráulio Bessa
- “Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha – Histórias e contos de fadas assustadores” (Companhia das Letrras), de Liudmila Petruchévskaia
- “Memórias de porco-espinho” (Malê), de Alain Mabanckou
- “Pornô chic” (Casa Europa), de Hilda Hilst
Natasha Tinet Zanetti e Emanuela Siqueira estiveram no evento, e fizeram um registro especial para a para a Rádio Cultura. Elas apresentam nos vídeos um pouco do espaço da Casa Amarela, onde se reuniram editoras independentes e trabalhos de autoria de mulheres.