ELIAN WOIDELLO LANÇA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO COLETIVA PARA O DISCO A TERRA DO QUASE

ElianWoidelo,Musica.AterradoQuase

O músico e compositor Elían Woidello lançou no domingo dia 17 uma campanha de arrecadação coletiva para conclusão do seu álbum “A Terra do Quase”. O trabalho que vem sendo gestado a mais de um ano se iniciou após o lançamento do ensaio “Manifesto da Terra do Quase” em 2018, onde Woidello apontou várias características da cultura de Curitiba e do Sul do mundo. Com 9 (nove) composições de Elían Woidello. O álbum carrega um conceito musical que a surge a partir do piano, um instrumento romântico do século XIX com modismos inspirados em compositores como Chopin e Tchaikovsky, projetados para a música popular com algumas imersões de música Eletroacúsitica, rock e pop.

O disco A Terra do Quase  será o primeiro disco solo de canções de Elían Woidello e também o trabalho mais conceitual do cantor. O disco foi gestado após a publicação do ensaio manifesto da terra do quase em 2018. O conceito do disco é feito a partir de uma apropriação histórica e antropológica da música do sul do mundo, influências profundas de conservatório e do rock dos anos 70 e 80. Participam do disco Jade Farah, Rafolker (Rafael Dauer) integrantes do duo curitibano Folkears,  o baixista Jefferson Sassá e a técnica de Miúdo (Andrey Cretella), para a conclusão do trabalho a campanha pede R$2.000,00.

O QUE É A TERRA DO QUASE?

Toda essa aventura começou em 2015. Elian tinha gravado um disco chamado “Eu Mando Noticias” em parceria com seu amigo, o músico e compositor Vinicius Manhães, e passado uma temporada na Argentina. Em Buenos Aires, Woidello trabalhou com as mais tradicionais milongas portenhas, e graças a isso passou a conviver com figuras do Rock Nacional Argentino, figuras que até então só habitavam seu imaginário como Hilda Lizarazu e Bersuit. De volta a Curitiba, Elian passou a se inspirar naquilo que viu nos shows de Charly Garcia e Fito Paez, e fundou uma estética musical própria a partir de suas influências.

Vendo a dificuldade que é ser artista em uma cidade como Curitiba, Woidello fez alguns shows em bares e teatros de um projeto chamado “Vinho Barato e Cinema Noir”. Foi quando percebeu que Curitiba, assim como qualquer grande cidade do sul do mundo (Buenos Aires, Porto Alegre, Rosário, Montevidéu, Cordoba e etc.) vivem na tentativa de encontrar uma mítica, no caso curitibano, o frio, o europeu, o desenvolvimento. Elian então traçou o ‘’MANIFESTO DA TERRA DO QUASE”

 

“A gente tem a necessidade de reconstruir todas as manhãs aquilo que nós mesmos destruímos na noite passada, aqui quase faz frio, quase faz calor, quase somos primeiro mundo, quase somos brancos, quase somos negros, a gente quase é Europa e os artistas quase fazem sucesso…” (Elían Woidello)

 

Apesar de parecer uma estética a Terra do Quase promove uma grande provocação sobre o papel do artista nos dias atuais na América Latina, afinal, o Brasil quase 100 anos depois ainda repercute a Semana da Arte Modena de 1922 como o único feito artístico, inabalável que até o tropicalismo vem tomar na fonte. Elían vai de encontro a isso e diz que é hora de fazer o novo não de uma maneira antropofágica e sim através de sementes e adubos, afinal se espalhando o que já está morto, aquilo que é vivo cresce.

Na musicalidade de Woidello isso é notório. As influências vêm desde o folclore regional até Bela Bartók, passando por todos os vanguardistas dos anos 1960 e 1970, o Rock Nacional Argentino, Tango e a música Eletroacústica, além da MPB. Toda essa mistura somada a uma preocupação com a necessidade fisiológica de uma nova música popular do sul do mundo fez com que Elían Woidello ao lado de Patricia Del Claro criassem o projeto Um Mesmo Rio, um projeto que trará outros cantores do cone sul para shows pelo Brasil.

Instagram Elían Woidello: @elwoidello

Link da campanha:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/termino-do-disco-a-terra-do-quase?fbclid=IwAR13_McWcnSOhNBRFgVYQUsDMlHXJDqlbGqzz–TflZIG9uqnN6ERb1ncnc