Uma das coisas mais interessantes que aconteceram na nossa geração, foi a quantidade de músicas e artistas a que a internet possibilitou o acesso. Coisas boas, coisas ótimas (raras, na maior parte das vezes) e outras nem tanto, pura picaretagem e exibição. Nesse ensejo,essa facilidade veio muito bem a calhar para aqueles que estavam afim de conhecer determinadas sonoridades, estilos ou artistas. Ainda mais no meu caso, que sempre morei no interior e ficava longe desse caldeirão cultural metropolitano. Volta e meia descobria, em alguma loja de música ou sebo, alguns nomes ou álbuns incríveis mais distantes do mainstream artístico, e era sempre um prazer imensurável. “Olha esse som que encontrei”, o orgulho era pulsante ao mostrar para os amigos que compartilhavam da mesma paixão.
Seguramente, as raízes de Franklin tinham uma forte influência do gospel e eram extremamente profundas. Com suas irmãs Carolyn e Erma, ela cantou na igreja de seu pai, em Detroit, o reverendo C.L. Franklin, na década de 1950. Na verdade, ela fez suas primeiras gravações como artista gospel aos 14 anos. Foi relatado que, nessa época, a Motown estava interessada em contratar Aretha. Por fim, no entanto, Franklin foi contratada pela Columbia.