Barco Sorriso na Aldeia Guaviraty, em Pontal do Sul – 09/03/2019


Acompanhei a ação conjunta do Barco Sorriso e do Observatório de Justiça e Conservação (OJC) realizada no sábado, dia 09 de março, que levou atendimento odontológico, médico e informativo à comunidade tradicional do Maciel e a duas comunidades indígenas de etnia Guarani, que vivem no litoral do Paraná.

Os recursos da ação, viabilizados em grande parte pelo OJC, são fruto de arrecadações já feitas até o momento por meio das vendas de camisetas e ecobags da campanha #SalveAIlhaDoMel. Elas podem ser compradas em bit.ly/produtossalveailhadomel.

O Barco Sorriso presta, desde 2013, atendimento odontológico e educação em saúde a comunidades litorâneas isoladas. A ação em conjunto entre as instituições pretende oferecer atenção às pessoas que vivem na região, que carecem de atenção e atendimentos básicos do poder público. A permanência delas onde vivem também está ameaçada pela possibilidade de instalação de um complexo industrial portuário em Pontal do Paraná.

As obras incluem um porto privado – que seria viabilizado com dinheiro público – feito a menos de três quilômetros da Ilha do Mel, um Patrimônio Natural da Humanidade, reconhecido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Ao contrário do que vem ocorrendo, o local deveria receber investimentos expressivos em turismo responsável e ecológico, dadas as características únicas que acumula em termos de biodiversidade e riqueza natural.

A instalação da chamada “Faixa de Infraestrutura” custaria, na primeira fase das obras, R$ 369 milhões de recursos públicos e viabilizaria, entre outras estruturas, o porto e uma estrada para atendê-lo. Para ser feita, mais de cinco milhões de metros quadrados de Mata Atlântica em perfeito estado de conservação viriam ao chão, condenando a sobrevivência da fauna, flora e das comunidades tradicionais na região. Em todo o Brasil, restam menos de 7% de remanescentes de Floresta Atlântica bem conservada em relação às porções originais que um dia cobriram o país.

Hoje, as pessoas que vivem nessas comunidades já sofrem com a carência de atenção e de serviços básicos que deveriam, por Lei, ser ofertados pelo poder público. Na comunidade do Maciel, por exemplo, faltam médicos, escolas para crianças e jovens, oportunidades de geração de renda coerentes com as características do local e segurança. Essas pessoas também enfrentam violentas pressões e ameaças de empresários interessados na construção do porto para que deixem os locais onde vivem.

 

Mais informações no link http://porem.net/2019/03/01/entidades-assistem-a-indigenas-do-litoral-paranaense/?fbclid=IwAR0ZkxJ_NrIJ2bcFnOkteT01gAsXQo62zOJQKQwKm4MaduQjuVMrcuP4gHA

 

Fonte:  Barco Sorriso e Site Porem.Net

Aqui trago os registros do trabalho na Aldeia Guaviraty, Pontal do Sul 09/03/2019! Confira!