Como pais e professores podem identificar uma criança com altas habilidades ou superdotação


Bate-papo com especialista sobre o tema trará respostas, durante lançamento do livro “O Mundo Encantado de Liz”, dia 27, no Paço da Liberdade

Angelina Silveira Waclawosky é uma menina de sete anos com alta criatividade, sensibilidade e inteligência acima da média. Com três anos e meio em uma brincadeira de caça ao tesouro com a sua mãe, ela trouxe elementos da fantasia para uma grande história, que se concretiza no livro “O Mundo Encantado de Liz” (Editora Insight) com lançamento para o dia 27 de agosto, no Sesc Paço da Liberdade – Praça Generoso Marques, a partir das 14h30.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angelina, que deu vida e detalhes aos personagens do livro, é coautora ao lado da sua mãe, Alethea Silveira, especialista em Sociologia Política e em Psicopedagogia Clínica e Institucional.

A psicopedagoga, além de não perder a oportunidade de transformar aquela história em um livro para crianças, também oportuniza o momento do lançamento para falar sobre o tema das Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD), que atinge cerca de 15% da população brasileira, pouco falado e muitas vezes confundido com o autismo.

O evento contará com a participação de Maria Lúcia Prado Sabatella, especialista nas áreas de Inteligência Humana, Superdotação e Talento. Maria Lúcia, a autora do livro Alethea e a ilustradora Mari Ines Piekas vão falar para pais e professores como eles podem identificar uma criança com AH/SD e como encaminhá-las para um bom desenvolvimento. Também será comentado sobre o processo de criação do livro, seguida de uma oficina de criatividade para crianças. O fechamento será com a sessão de autógrafos com as autoras e ilustradora.

Oficina criativa – Após o bate-papo sobre o tema das Altas Habilidades e Superdotação, ocorrerá a Oficina Criativa, com a mediação da leitura e apresentação dos personagens em fantoche. O final da história não será contado, pois as crianças construirão o final a seu modo. Poderão cantar ou apenas imaginar e contar o final da história, desenhar, construir com sucata, colagem, criar uma brincadeira entre outras opções, que vierem à cabeça dos participantes. “A ideia é deixar as crianças mais confortáveis para que possam extravasar a sua imaginação”, diz Alethea.

Os números da superdotação
Dados oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 5% da população mundial tem altas habilidades ou são superdotadas, como dizem no popular. No Brasil, a proporção corresponde a cerca de 2,3 milhões de crianças. No levantamento do Censo Escolar de 2020 pouco mais de 24 mil estudantes, cerca de 1% do total, foram identificados como pessoas com altas habilidades ou com superdotação. No entanto, esse número, segundo a psicopedagoga e autora do livro, Alethea Silveira, é bem maior. “A porcentagem apresentada pela OMS é referente ao perfil acadêmico, essa porcentagem aumenta para aproximadamente 15% quando abrange os perfis artísticos, de liderança e psicomotor”.

Como identificar crianças com superdotação

Segundo a psicopedagoga e autora do livro Alethea, o grupo de superdotados é heterogêneo em suas características, tendo alguns pontos em comum. Por isso, explica ela, é preciso observar o desenvolvimento individualmente. “São crianças que aprendem com mais facilidade, tem um grande senso de justiça, trazem soluções diferentes para os problemas, fazem muitas perguntas, possuem uma grande intensidade motora, sensorial e imaginativa, demonstram interesse em áreas específicas, além disso, são literais em seu entendimento, mais sensíveis aos estímulos externos e internos e muito criativas”, destaca. Segundo ela, ao perceber que a criança apresenta algumas dessas características, os pais ou responsáveis devem procurar um profissional especializado para uma avaliação e quem sabe até um acompanhamento.

A psicopedagoga explica que é importante que o professor e todo profissional da educação compreenda a superdotação em seus aspectos gerais e tenha uma escuta ativa dentro da sala de aula para poder perceber esse aluno e encaminhá-lo para uma avaliação de potencial. Alethea também faz alerta para um equívoco que muitos, pais, professores e até profissionais especializados cometem ao diagnosticar crianças superdotadas como as com autismo. Autismo, explica ela, é um Transtorno do Neurodesenvolvimento e Superdotação é uma condição cognitiva do indivíduo.

Serviço:
Lançamento do livro “O Mundo Encantado de Liz”
Editora: Insight

Dia: 27 de agosto, sábado
Local: Sesc Paço da Liberdade – Praça Generoso Marques, 189 – Centro.
Cronograma:
Abertura: 14h30

Bate-papo e palestra: das 14h40 às 16h

Oficina criativa: 16h20

Sessão de autógrafos: das 17h15 às 18h

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Fotos: Insight divulgação