Filme narrado por Sônia Guajajara aborda avanço do mar em Atafona e genocídio dos goitacás


Diretora de “Praia da Saudade, a cineasta baiana Sinai Sganzerla tem no currículo OS documentários “O desmonte do monte” (2018), “A mulher da luz própria” (2019) e “Extratos” (2019)

Seu quarto filme, sendo o terceiro longa-metragem, tende a entrar em breve numa temporada em outros cinemas do Brasil. Antes, estreou em Botafogo, com o desafio de atrair bom público para continuar em cartaz, assim como ocorreu com “O desmonte do monte”, que na época do lançamento conseguiu o êxito de ser exibido no mesmo cinema por três meses.

Os indígenas goitacás, primeiros habitantes do que hoje se conhece por Campos dos Goytacazes, e a praia de Atafona, em São João da Barra, viraram tema de um filme narrado pela ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sônia Guajajara, e pelo neurocientista Sidarta Ribeiro.

Com direção de Sinai Sganzerla e realização da Mercúrio Produções, “Praia da Saudade” teve sua estreia em 11 de janeiro, em sessão experimental no cinema Estação Net Botafogo, no Rio de Janeiro.

Voltado a abordar as mudanças climáticas no Brasil, “Praia da Saudade” enfoca especialmente o avanço do mar em Atafona, tema de diversos estudos e matérias jornalísticas ao longo dos últimos anos.

Paralelamente, também é tratado no filme o genocídio dos povos originários goitacás, indígenas que povoavam a então capitania de São Tomé, situada entre as atuais cidades de Itapemirim, no Espírito Santo, e Macaé, no Norte Fluminense, tendo Campos como parte desse território.

Fonte: Folha1