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Tem dias em que o extremo está tão perto,
tão ali que parece não ter espaço para tomar uma distância.
Nesses dias pouca coisa faz sentido,
quase nada importa senão o hipnotismo do abismo em horas que são eternas com ponteiros pesados e cruéis demais.
É difícil suportar.
É como assumir riscos,
esforços e definir vontades.
Talvez seja uma escolha ou uma forma de destino amarrado nas vísceras.
Estou falando de uma banalidade,
nada demais.
Uma cena tão pequena,
praticamente cotidiana onde o mais embrutecido,
o casca grossa não suporta
e não enxerga,
não percebe.
É bruto por ser tão frágil
e com poucos recursos para lidar
com qualquer delicadeza oferecida.
Os brutos,
por serem frágeis,
embrutecem.
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