MULHERES NA PANDEMIA – EPISÓDIO 12 – MULHERES ENCARCERADAS – 15/08/2020

MulheresnaPandemia,

O Brasil é o quarto país com mais mulheres presas no mundo. Segundo dados do Infopen, são mais de 44 mim detentas, sendo que 45% delas ainda sem julgamento. Entre os anos 2000 e 2016 houve um aumento de 656% dessa população, sobretudo depois da “lei das drogas” de 2006. 62% das mulheres presas respondem por crime de tráfico. A política da chamada “guerra as drogas” aumentou sobremaneira o hiper carceramento no Brasil, provocado pela “cultura do encarceramento”. A imensa maioria da população carcerária brasileira é preta ou parda. Entre as mulheres, 74% são mães, sendo que a necessidade de sustento da família leva muitas mulheres a cometer delitos. Além dessa realidade, o sistema prisional brasileiro reproduz a estrutura machista não levando em conta as questões específicas das mulheres encarceradas. 84% das unidades prisionais femininas não possuem lugar para gestantes e 60% das mulheres com deficiência não está em unidades adaptadas. As visitas íntimas a mulheres só foi permitida em 2002 e mesmo as visitas em geral são escassas. Reportagem da Marie Claire de maio de 2020 entrevistou mulheres em prisão domiciliar ou recém egressas a respeito da situação das mulheres encarceradas durante a Pandemia, revelando uma situação humanitária gravíssima, correndo o risco de ser um verdadeiro massacre. Nesse Episódio 12 de Mulheres na Pandemia vamos conversar com duas egressas sobre sua experiência, seu trabalho, pesquisa e militância.

CYNTHIA CORVELLO é graduada em Licenciatura em História pela Universidade Federal do CearáMestranda em História Social pela Universidade Federal do Ceará com a pesquisa “VIVER ALÉM DA MARGEM: RELAÇÕES DE PODER ENTRE MULHERES CRIMINALIZADAS E O “ESPÍRITO CORRETO DE OBEDIÊNCIA”
(CEARÁ 1974 – 1984). Integrante do Grupo de Pesquisa e Estudo de História e Gênero do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará. Integrante do Projeto de Pesquisa Relações de gênero e criminalidade, sob a coordenação da Profª Drª Ana Rita Fonteles Duarte. Integrante do Comitê de Atenção a Politicas Públicas para Mulheres Presas e Egressas do Ceará até dezembro de 2018. Egressa do sistema prisional.

CAMILA FELIZARDO é graduanda de Serviço Social pela PUC-SP. Participa dos grupos de pesquisa : Gepêprivação ( grupo de estudos e pesquisas de educação em ambientes de privação de liberdade) pela USP
SEVIJU (segurança, violência e justiça) pela UFABC. Militante feminista, e pelo desencarceramento. Egressa do sistema prosional.

MULHERES NA PANDEMIA – EPISÓDIO 12 MULHERES ENCARCERADAS

MULHERES NA PANDEMIA – EPISÓDIO 12 MULHERES ENCARCERADASO Brasil é o quarto país com mais mulheres presas no mundo. Segundo dados do Infopen, são mais de 44 mim detentas, sendo que 45% delas ainda sem julgamento. Entre os anos 2000 e 2016 houve um aumento de 656% dessa população, sobretudo depois da "lei das drogas" de 2006. 62% das mulheres presas respondem por crime de tráfico. A política da chamada "guerra as drogas" aumentou sobremaneira o hiper carceramento no Brasil, provocado pela "cultura do encarceramento". A imensa maioria da população carcerária brasileira é preta ou parda. Entre as mulheres, 74% são mães, sendo que a necessidade de sustento da família leva muitas mulheres a cometer delitos. Além dessa realidade, o sistema prisional brasileiro reproduz a estrutura machista não levando em conta as questões específicas das mulheres encarceradas. 84% das unidades prisionais femininas não possuem lugar para gestantes e 60% das mulheres com deficiência não está em unidades adaptadas. As visitas íntimas a mulheres só foi permitida em 2002 e mesmo as visitas em geral são escassas. Reportagem da Marie Claire de maio de 2020 entrevistou mulheres em prisão domiciliar ou recém egressas a respeito da situação das mulheres encarceradas durante a Pandemia, revelando uma situação humanitária gravíssima, correndo o risco de ser um verdadeiro massacre. Nesse Episódio 12 de Mulheres na Pandemia vamos conversar com duas egressas sobre sua experiência, seu trabalho, pesquisa e militância.CYNTHIA CORVELLO é graduada em Licenciatura em História pela Universidade Federal do CearáMestranda em História Social pela Universidade Federal do Ceará com a pesquisa "VIVER ALÉM DA MARGEM: RELAÇÕES DE PODER ENTRE MULHERES CRIMINALIZADAS E O “ESPÍRITO CORRETO DE OBEDIÊNCIA”(CEARÁ 1974 – 1984). Integrante do Grupo de Pesquisa e Estudo de História e Gênero do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará. Integrante do Projeto de Pesquisa Relações de gênero e criminalidade, sob a coordenação da Profª Drª Ana Rita Fonteles Duarte. Integrante do Comitê de Atenção a Politicas Públicas para Mulheres Presas e Egressas do Ceará até dezembro de 2018. Egressa do sistema prisional.CAMILA FELIZARDO é graduanda de Serviço Social pela PUC-SP. Participa dos grupos de pesquisa :Gepêprivação ( grupo de estudos e pesquisas de educação em ambientes de privação de liberdade) pela USPSEVIJU (segurança, violência e justiça) pela UFABC.Militante feminista, e pelo desencarceramento. Egressa do sistema prosional

Posted by Ana Laura Prates on Saturday, August 15, 2020