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Se eu me chamasse Raimundo
Vindo lá do sertão
Um poço sem água no fundo
Teria calos nas mãos
A terra rachada gritando
A brasa cortando a noite
Se eu me chamasse Raimundo
O contrário do sertão
Aqui, na terra da chuva que mata
Também há calos nas mãos
Mas, eu não me chamo Raimundo
Falta-me a inspiração
Terra gigante
Meu país
Toma todo um continente
Faz fronteira com o mar
Mas, o povo é quem sente
Tem muito pra melhorar
Seu Raimundo, meu vizinho
Nascido em Pernambuco
Assim como meu bisavô
Veio de lá um menino
Nunca perdeu o sotaque
E quando lembra de lá
Da fome que já passou
É água salgada na vista
Nos olhos de sonho e dor.
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