Uma das perguntas que me faço desde a infância, o que faríamos se Hitler voltasse? A triste resposta hoje, na desdita idade adulta é que pouco poderíamos fazer. No clássico literário 1984 de George Orwell se apoia em uma tese simples, a verdade quase sempre não importa mais, ela é a primeira que morre para que a liberdade possa ser varrida também. Na história o protagonista, Winston, sobrevive conseguindo trabalhar no ministério da verdade, uma repartição responsável por adulterar os fatos e coloca-los sob um prisma ideológico a favor do governo. Os fatos nessa distopia não valem nada.
Quando observamos essa distopia em uma sociedade temos um dos pontos fundamentais para o nascimento do fascismo, que segundo Jason Stanley é uma ideologia baseada no poder em oposição à verdade e à justiça. Ora bem, é fácil olhar a simples vista quando as minorias se veem ameaçadas pelas maiorias através de um desdém dos direitos humanos somado a um empoeiramento nacionalista ignório e continuo.